Conheci alguns trabalhos de Marek Kaplita há algum tempo no Vimeo e fiquei bastante impressionado. Então hoje vou deixar como dica uma série de 4 vídeo tutoriais mostrando o processo de criação de uma arma feita inteiramente com o Blender e Photoshop (para as texturas). Não são exatamente tutoriais pois não há explicação e infelizmente os vídeos não estão em HD, então não podemos indentificar quais as configurações exatas de lâmpadas e materiais, mas mesmo assim são uma ótima referencia.
Veja abaixo a primeira parte abaixo ou acompanhe todos no Vimeo: parte 1 (modelagem), parte 2 ( mapeamento UV), parte 3 (texturar) e parte 4 (renderização).
Um post curto para informar sobre o lançamento da versão 2.49a do Blender. Há pouco tempos tivemos o lançamento do Blender 2.49 e agora está dispoível essa nova versão com correções de bugs e algumas pequenas novidades, mas nada novo em questão de ferramentas.
A lista completa do que foi corrigido nesta atualização do Blender 2.49 você econtra neste endereço do Blender.org. E como sempre, o download da última versão está disponível na página Get Blender.
Se você visita sempre o blog provavelmente percebeu a a sidebar está mais limpa. Deixei ícones apenas nos tópicos principais e adicionei um widget do Twitter com os updates da minha conta. Alguns adoram Twitter e outros odeiam, mas de qualquer forma eu estou lá vendo como a coisa funciona. Se você já faz parte do Twitter siga-me: @tatasoka. E se não faz, experimente usar por um tempo que você pode gostar e nunca mais largar.
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Softwares como o Houdini são capazes de produzir efeitos e simulações físicas com extremo realismo, cobrando bastante de seu computador. Para realizar tranquilamente algumas tarefas com o Houdini, como simulações de líquidos, recomenda-se 6 GB de memória. Sem falar que a versão completa do software custa mais de 10 mil reais.
OK, vamos falar do Blender porque estes custos estão fora de nossa realidade. Na verdade fiz o comentário sobre o Houdini para mostrar como é difícil comparar 2 softwares. Uma empresa que pode cobrir estes custos dos programas certamente não compraria tal software por causa de quem o produz ou porque tem preconceito com softwares livres. O Blender está ganhando cada vez mais espaço não porque o preconceito com ele está acabando, mas sim porque está cada dia melhor e apesentando recursos necessários para, por exemplo, uma empesa produzir um comercial de qualidade. Então chega a ser meio estranho comparar Houdini com Blender porque são situações diferentes, os programas são desenvolvidos de forma diferente, o público é outro. Não é correto falar “use Blender, ele é grátis e faz tudo que os outros programas fazem”. Não é por aí.
Voltando ao assunto de simulações e efeitos, agora falando do Blender: nunca arrisquei criar fogo com ele, sempre soube que o resultado não seria muito bom. Existem alguns tutoriais para simulação de fogo, a maioria usando partículas, mas nunca gostei do que viria a ser o resultado final. Se você se sente como eu, com vontade de fazer fogo sem machucar ninguém e mesmo assim se divertir, provavelmente vai gostar do que o artista Ben Dansie criou:
Interessante, não? Então veja também este e este vídeo, inteiramente feitos com Blender.
O artista não usou partículas e nem fluídos, ou seja, não há simulação física, apenas uma ilusão. No caso da imagem acima foram usados 6 objetos com materiais devidamente configurados, que juntos formam o fogo. Utilizando objetos Empty em movimento, juntamente com um modificador Wave, é criado o efeito da animação.
Mas o segredo mesmo o efeito de brilho e cor está no Composite Nodes do Blender. Na imagem abaixo é possível ver o que foi renderizado e o que acontece com cada processo do Nodes.
Ainda não temos nenhum tutorial sobre como criar este fogo passo a passo, mas Dansie disponibilizou o arquivo criado por ele neste tópico no BlenderNation. Nesta página também é possível baixar alguns arquivos de simulações com o Blender. Aliás, para criar seu fogo, Ben se baseou em um dos arquivos deste site. Repare que o material é um pouco antigo e os efeitos não são muito reais, mas fazendo algumas mudanças conseguimos um resultado diferente e único como o acima.
Estamos todos ansiosos pelo Blender 2.5 e a cada dia vejo mais novidades e fico mais ansioso ainda. Mas a verdade é que teremos que aguentar mais um pouco até a versão final.
Além da interface, o que vai mudar na próxima versão do Blender é o jeito que trabalhos nele. Um novo vídeo de demonstração feito por Pablo Vazquez destaca o workflow do Blender 2.5.
Repare como é possível realizar diversas tarefas simultaneamente sem parar/pausar nenhuma delas. Ao mesmo tempo que a animação está rodando, podemos mudar as configurações de um material, editar um script e reorganizar a interface sem que a animação seja interrompida.
Isso também vale para o render. É possível, ao mesmo tempo que renderizamos, continuar editando qualquer parâmetro no Blender. Atualmente é necessário esperar o render acabar ou cancela-lo para fazer alguma mudança na sua cena, existindo apenas uma excesão para quando usamos renderizadores externos, já que neste caso a cena é renderizada fora do Blender.
Isso torna o trabalho com o Blender muito mais rápido e prático, tanto pela mudança na execução das ferramentas quanto na organização da interface.
No Graphicall é possível baixar versões do Blender 2.5 para Windows, Mac e Linux. São versões incompletas e, claro, em desenvolvimento, mas como mostrado no vídeo, já podemos sentir o que será o tão aguardado do Blender 2.5. Vale lembrar que o 2.49 foi a versão final da série 2.4x. É provável que tenhamos uma atualização do 2.49, mas a próxima versão com grandes mudanças será a 2.50, abrindo a série 2.5x e com lançamento previsto para o ano que vem.